domingo, 23 de junho de 2013

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situação de aprendizagem – Gênero Narrativo - Características da tipologia textual “Crônica”
9º ano – 4 a 6 aulas
Material
Texto principal – Conto “Pausa” ( Moacyr Scliar)
Textos de apoio:
 História em Quadrinhos: Hagar ( Dik Browne e Chris Browne)
 Crônica Lírica ( faz uso da nostalgia) : Apelo (Dalton Trevisan)
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.
            Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate  meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
 
Etapa 1- Oralidade
v  Prévia da leitura do texto“Pausa” ( Moacyr Scliar );
v  Principais características sobre crônica e conto, diferenças e semelhanças;  Crônica é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou artigo de jornal, revistas e programas da TV.. 
Conto é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral.
v  Leitura dirigida com inferências do professor;
v  Utilização do suporte- apresentar o veículo de informação do texto- mostrar o livro (capa, dados sobre o autor, a importância do autor, etc.)
v  Utilização dos textos de apoio para localizar os implícitos do texto principal (o relacionamento do casal em questão, instigar os alunos com questões – Por que será que o marido foi dormir o domingo todo em um hotel? O casal tinha um bom relacionamento? Será que a mentira é a melhor maneira de se resolver os problemas? Em ambas as crônicas,será que existia realmente um sentimento verdadeiro entre as personagens?)
 
 
Etapa 2 – Produção escrita
v  Trabalho em Grupo (fazer os grupos aproximando as dificuldades de aprendizagem);
v  Uso do dicionário, se identificadas palavras desconhecidas;
v  Explorar os elementos da narrativa: foco narrativo, tempo, espaço e  personagens;
v  Produzir um texto aproximando-se das características da tipologia “crônica” utilizando o foco narrativo em 1ª pessoa, como se fosse a personagem feminina que passou o domingo todo sozinha.
 
Outra sugestão de Produção escrita
v  Utilizar o texto “Apelo” apenas no final da situação de aprendizagem, entregá-lo aos grupos com os parágrafos separados e fazer a organização da sequência textual.
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013



Situação de Aprendizagem  - Autores: Adriana Garcia Scalassara e Aleandro F. de Moraes   

Grupo 5 – turma 2
Texto: Avestruz, de Mário Prata.
Público alvo: 8º ano

*Antes da leitura:
-Vocês já viram um avestruz? Onde? O que mais chamou sua atenção?
-Vocês sabem do que ele se alimenta? Seu tempo estimado de vida?
 -Vocês também sabiam que tudo dele se aproveita para confeccionar bolsas, sapatos, cintos e roupas?
-Vocês já pensaram em ter um avestruz como animal de estimação?

*Durante a leitura:
-De onde vocês acham que o autor está falando?
-Esclarecimento de palavras desconhecidas:
Struthio camelus australis

*Após a leitura:
-Pesquisar na internet, conectada a um projetor, imagens e curiosidades sobre o avestruz, como as que seguem abaixo:
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Esta espécie de ave costuma se alimentar de sementes, ervas, arbustos, grãos, insetos e grama.
Possui uma notável habilidade motora, deslocando-se a uma velocidade de até 60 km/h.
Vivem em pequenos grupos de 5 a 50 aves, formados por um macho e o restante de fêmeas.
Possuem asas atrofiadas, portanto não conseguem voar .
Esta ave é originária da África e foi trazida para o Brasil pelos portugueses na época colonial.
Vivem bem em regiões montanhosas, savanas, e planícies arenosas desérticas.
O ovo de avestruz pesa em média 1,4 kg.
O avestruz costuma engolir areia para melhorar a função digestiva.
Possui uma ótima capacidade de adaptação, vivendo bem em locais rústicos e resistindo bem à doenças.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Peso: de 90 a 120 kg (animal adulto)
Altura: em média 2 metros
Ovos: uma fêmea costuma botar  de 40 a 100 ovos por ano
Período: de incubação: de 40 a 42 dias
Expectativa de vida: podem viver até 70 anos

-Recapitular os elementos da narrativa;
-o foco narrativo;
-personagem principal;
-personagens secundários;
-tempo e espaço;
-enredo;
-clímax;
-desfecho.
Apresentar o autor aos alunos: levar a foto, algumas capas de livros, uma breve biografia, comentar sobre sua vida e sua produção.
Para encerrar, comparar a avestruz com a ema e passar o filme Up Altas Aventuras, que deixará visível a semelhança entre as duas aves. Em seguida, pedir aos alunos que façam um relato sobre o filme.




Sequência Didática da Crônica: Avestruz (Mário Prata)



SEQUÊNCIA DIDÁTICA  ELABORADA NO  2º ENCONTRO PRESENCIAL  14/05/2013
CURSO: MELHOR GESTÃO - MELHOR ENSINO
PARTICIPANTES: Gélcina de Freitas Solana Regonato,  Valeria Ap. Gennari Ceschn,  Marcela Manfio Passini  Solange Ap. Machado e Ana Maria Cantizani e Amanda Scavazza Silva


   TEXTO: AVESTRUZ, MARIO PRATA


DIÁLOGO E REFLEXÕES:
A Intenção é proporcionar uma reflexão mediada sobre a amizade. A seguir alguns pontos da discussão:
·         Você já viu uma imagem de avestruz?
·         Que característica  tem esse animal? Como é esse animal
·         Já conhece algum outro texto de Mario Prata?


LEVANTAMENTO DOS CONHECIMENTOS PRÉVIOS:

Será feito um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos  por meio do título da crônica “Avestruz”, possibilitando ao aluno fazer antecipações a respeito da história que será lida, estipulando objetivos da leitura com a turma, a partir das questões:
·         Vocês acham que seria possível ter uma avestruz de estimação?
·         Seria possível ter um avestruz no apartamento?
·         O que poderia acontecer nesta história com este título?
( apresentar uma imagem de um avestruz com os recursos disponíveis  ao lançar o desafio de uma tarefa para que pesquisem  sobre a vida desse animal).

DURANTE A LEITURA:
Fazer paradas estratégicas a fim de que eles façam inferências, percebam características do gênero, conhecendo as palavras chaves e ideias desconhecidas e realizando questionamentos acerca  das características  das personagens  a  partir das descrições do narrador.

DEPOIS DA LEITURA:
·         Verificar se as hipóteses formuladas a partir da reflexão inicial se confirmaram.
·         Promover uma análise geral do texto, apontando as escolhas linguísticas  : nome científicos 
·         Ler trecho do Gênesis  para verificar a intertextualidade com esse texto bíblico ( mas estabelecendo uma crítica em relação a afirmação de que Deus teria errado na criação do avestruz por ele ser desajeitado e grande.
·         Observando que esta característica é própria dos textos de humor.
·         Explorar características como as escolhas linguístico-discursivas  (menopausa/ gigolô/nome científico da ave)
·         da crônica, o suporte/ veículo de comunicação, público leitor, escolhas linguísticas, dentre outras.

Atividades diferenciadas:
Orientação para dramatização:  Imaginar todas as situações das mais inusitadas possíveis  que possam ocorrer tendo um avestruz dentro do apartamento  com grupos heterogêneos  no qual aqueles com mais facilidade de escrita montem o texto e aqueles que necessitem desenvolver a leitura e a oralidade encenem  tais situação/ Atividades extras de produção de um gênero já conhecido como a notícia em que haja a produção de uma notícia  e apresentação de um telejornal.

APROFUNDAMENTO / AVANÇO:

 O texto de Mario Prata trabalha com a importância da persuasão: a criança só desiste quando a personagem a convence que que o avestruz poderia comer  times inteiros de futebol de botão e principalmente chuteiras .
Outro aspecto importante que pode ser levantado é a valorização da relação da criança com os animais, a importância da convivência e  respeito aos bichos e a  natureza do animal.
SUGESTÃO DE OUTROS GÊNEROS TEXTUAIS COM A TEMÁTICA DA AMIZADE:
Estatutos  direitos dos animais( pouco lembrado na escola)
FILMES: Beethowen,  Marley e Eu e  Madagascar abordam a convivência com animais.

domingo, 9 de junho de 2013

        Os prazeres da leitura fazem com que viajemos por diferentes caminhos. Lemos para saber, para compreender, para refletir, para compartilhar, para sonhar...e nos emocionar.
        Explorar o lúdico, o jogo da linguagem, facilita o desenvolvimento do aluno como leitor competente.
 
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Primeiros contatos com a LEITURA





Ana Cantizani
Meus primeiros contatos
com a leitura


   Lembro-me que quando era criança, não tínhamos livros na escola.  Então qualquer livrinho, chamava muito a atenção, até mesmo, a própria cartilha.  Tudo era novidade e despertava a curiosidade de saber o que tinha, que história contaria. Os livros de Língua Portuguesa de classe, eram a salvação.  Gostava muito de ler as histórias que eles continham, talvez porque criança tem a imaginação aflorada.  Tenho boas lembranças dos personagens, das histórias que as professoras contavam (oralmente, sem o livro) e que fizeram parte da minha caminhada escolar.  
   Em casa, lembro-me  também que não tinha livros, e ficava muito contente quando no fim do ano, a professora distribua seus livros já usados para levarmos embora. Era uma alegria. Lia muito, sem parar. Até que um dia, ganhei um livro novo de uma professora, chamado: "Faca sem ponta, galinha sem pé".  Nem me  lembro o autor, mas a história  me divertiu por um bom tempo. Um fato que me marcou muito, foi quando fiquei internada por dois meses, por conta de uma cirurgia.  No hospital, algumas mulheres caridosas, passavam em nossos quartos e contavam-nos histórias.  Era muito bom. Também ganhei um de presente, que lembro até hoje, fábulas era meu gênero predileto.  Com o passar do tempo, a biblioteca municipal era o lugar que procurava por livros que me interessavam.



Ana Lucia Baldi 


 Muitas histórias foram contadas até a decodificação da leitura, em minha casa meu pai sempre gostou de contar histórias de seu tempo, sua infância, vivências, piadas, anedotas, contos, realmente algumas ate vividas.

 Quando iniciei o ensino fundamental o primeiro livro a ser comprado para o trabalho de leitura foi A Ilha Perdida da autora Maria José Dupré,uma história cheia de aventuras e o mais importante a trabalhar em grupo (éramos cinco meninas) e cada noite era em uma casa e na minha com certeza teve a participação de meu pai,foi incrível. Até hoje eu indico este livro e toda sua coleção.




Adriana Garcia Scalassara


Lembro-me do primeiro contato que tive com a leitura quando ainda criança folheava os livros didáticos que meus irmãos mais velhos faziam da escola. Para mim era como se eu estivesse abrindo baús de tesouros, tamanha a curiosidade em saber o que eu poderia aprender aquela busca, como também o cuidado em manuseá-los. Logo fui para a pré escola e a recordação que tenho é de minha professora lendo contos e fábulas, e a imaginação corria solta. Da casa de meus pais, lembro-me do dia que meus pais receberam um representante de vendas da Enciclopédia Barsa, eu tinha uns 8 anos, e aquela compra foi um evento para mim. Sempre que eu podia eu passava horas naquela sala folheando, lendo, pesquisando... Através da leitura temos o mundo em nossas mãos.



Aleandro  Ferreira de Moraes
 

   A primeira lembrança que tenho de leitura é de minha mãe lendo para mim quando eu ainda não sabia ler. Logo que entrei na escola eu sofri um grave acidente e fiquei muito tempo afastado, contudo em minha família sempre houve muitas professoras e como eu não podia ir à escola elas vinham em casa e me ensinavam, quando voltei a freqüentar as aulas eu já sabia ler, assim como meus colegas de sala. Logo depois disso, quando a vida voltou ao normal, minha mãe me deu de presente os clássicos da Disney! Nossa! Quanta felicidade! Não podia chegar ninguém em casa que eu queria ler para mostrar que eu sabia ler, que eu sabia dominar essa prática. Na escola minhas professoras colocavam semanalmente na lousa vários livros infantis para que cada um escolhesse um. Eu sempre pegava um e minha mãe adorava que eu lesse o livro para ela. E assim foi sucessivamente, quando cheguei na 5ª série eu também me deliciei com a coleção Vaga-lume! os livros do "Cachorrinho Samba" eu cheguei a reler todos, teve um que eu até chorei, pois ele se perdia na floresta! Depois foram aqueles que acho todos nós lemos: O escaravelho do diabo; Um cadáver que ouve rádio; O rapto do garoto dourado; O diário de Adão e Eva; Um teimoso genial; O menino do dedo verde (esses dois eu comprei e tenho até hoje, inclusive os reli nas férias de dezembro!). Quando cheguei no colegial eu estava completamente apaixonado pela leitura, primeiro que em casa meus pais eram leitores, minha mãe sempre leu muito, ela adora agiografias e meu pai adorava ler jornal, e ambos esturam até a 4ª série apenas. No colegial minha primeira paixão foi por Gil Vicente! Nossa, li tudo o que podia! Depois foi pelo Padre Antônio Vieira, comprei a coleção inteira dele, e, devo confessar que essa paixão me persegue até hoje. Depois vieram Machado de Assis, Willian Shakespeare, Eça de Queirós, Aluísio Azevedo, Augusto dos Anjos, Clarice Lispector, Rachel de Queirós e Guimarães Rosa.
   É muito difícil, ainda hoje, eu ler algum livro que não seja um clássico. Não me apaixonei por nem um escritor atual, ainda vivo. Eu gostei muito de ter lido os livros do Jô Soares, me fizeram rir e aprender muito sobre alguns acontecimentos da História do Brasil, mas não são meus livros de cabeceira. Por isso é que muitas vezes eu falo que releio livros, a obra do Padre Antônio Vieira, por exemplo, eu já li inteira três vezes. 
Muito do que sei hoje e muito da minha formação acadêmica eu devo à leitura, ao prazer da leitura, e, o meu prazer não está no e-book, está no livro impresso mesmo, no gosto por pegá-lo, folheá-lo! É um prazer indescritível!

Abraços.