Ana Cantizani
Meus primeiros contatos
com a leitura
Lembro-me que quando era criança, não tínhamos livros na escola. Então qualquer livrinho, chamava muito a atenção, até mesmo, a própria cartilha. Tudo era novidade e despertava a curiosidade de saber o que tinha, que história contaria. Os livros de Língua Portuguesa de classe, eram a salvação. Gostava muito de ler as histórias que eles continham, talvez porque criança tem a imaginação aflorada. Tenho boas lembranças dos personagens, das histórias que as professoras contavam (oralmente, sem o livro) e que fizeram parte da minha caminhada escolar.
Em casa, lembro-me também que não tinha livros, e ficava muito contente quando no fim do ano, a professora distribua seus livros já usados para levarmos embora. Era uma alegria. Lia muito, sem parar. Até que um dia, ganhei um livro novo de uma professora, chamado: "Faca sem ponta, galinha sem pé". Nem me lembro o autor, mas a história me divertiu por um bom tempo. Um fato que me marcou muito, foi quando fiquei internada por dois meses, por conta de uma cirurgia. No hospital, algumas mulheres caridosas, passavam em nossos quartos e contavam-nos histórias. Era muito bom. Também ganhei um de presente, que lembro até hoje, fábulas era meu gênero predileto. Com o passar do tempo, a biblioteca municipal era o lugar que procurava por livros que me interessavam.
Ana Lucia Baldi
Muitas histórias foram contadas até a decodificação da leitura, em minha casa meu pai sempre gostou de contar histórias de seu tempo, sua infância, vivências, piadas, anedotas, contos, realmente algumas ate vividas.
Quando iniciei o ensino fundamental o primeiro livro a ser comprado para o trabalho de leitura foi A Ilha Perdida da autora Maria José Dupré,uma história cheia de aventuras e o mais importante a trabalhar em grupo (éramos cinco meninas) e cada noite era em uma casa e na minha com certeza teve a participação de meu pai,foi incrível. Até hoje eu indico este livro e toda sua coleção.
Ana Lucia Baldi
Muitas histórias foram contadas até a decodificação da leitura, em minha casa meu pai sempre gostou de contar histórias de seu tempo, sua infância, vivências, piadas, anedotas, contos, realmente algumas ate vividas.
Quando iniciei o ensino fundamental o primeiro livro a ser comprado para o trabalho de leitura foi A Ilha Perdida da autora Maria José Dupré,uma história cheia de aventuras e o mais importante a trabalhar em grupo (éramos cinco meninas) e cada noite era em uma casa e na minha com certeza teve a participação de meu pai,foi incrível. Até hoje eu indico este livro e toda sua coleção.
Adriana Garcia Scalassara
Lembro-me do primeiro contato que tive com a
leitura quando ainda criança folheava os livros didáticos que meus irmãos mais
velhos faziam da escola. Para mim era como se eu estivesse abrindo baús de
tesouros, tamanha a curiosidade em saber o que eu poderia aprender aquela
busca, como também o cuidado em manuseá-los. Logo fui para a pré escola e a
recordação que tenho é de minha professora lendo contos e fábulas, e a
imaginação corria solta. Da casa de meus pais, lembro-me do dia que meus pais
receberam um representante de vendas da Enciclopédia Barsa, eu tinha uns 8
anos, e aquela compra foi um evento para mim. Sempre que eu podia eu passava
horas naquela sala folheando, lendo, pesquisando... Através da leitura temos o
mundo em nossas mãos.
Aleandro Ferreira de Moraes
A primeira lembrança que tenho de
leitura é de minha mãe lendo para mim quando eu ainda não sabia ler. Logo que
entrei na escola eu sofri um grave acidente e fiquei muito tempo afastado,
contudo em minha família sempre houve muitas professoras e como eu não podia ir
à escola elas vinham em casa e me ensinavam, quando voltei a freqüentar as
aulas eu já sabia ler, assim como meus colegas de sala. Logo depois disso,
quando a vida voltou ao normal, minha mãe me deu de presente os clássicos da
Disney! Nossa! Quanta felicidade! Não podia chegar ninguém em casa que eu
queria ler para mostrar que eu sabia ler, que eu sabia dominar essa prática. Na
escola minhas professoras colocavam semanalmente na lousa vários livros
infantis para que cada um escolhesse um. Eu sempre pegava um e minha mãe
adorava que eu lesse o livro para ela. E assim foi sucessivamente, quando
cheguei na 5ª série eu também me deliciei com a coleção Vaga-lume! os livros do
"Cachorrinho Samba" eu cheguei a reler todos, teve um que eu até
chorei, pois ele se perdia na floresta! Depois foram aqueles que acho todos nós
lemos: O escaravelho do diabo; Um cadáver que ouve rádio; O rapto do garoto
dourado; O diário de Adão e Eva; Um teimoso genial; O menino do dedo verde (esses dois
eu comprei e tenho até hoje, inclusive os reli nas férias de dezembro!). Quando
cheguei no colegial eu estava completamente apaixonado pela leitura,
primeiro que em casa meus pais eram leitores, minha mãe sempre leu muito, ela
adora agiografias e meu pai adorava ler jornal, e ambos esturam até a 4ª série
apenas. No colegial minha primeira paixão foi por Gil Vicente! Nossa, li tudo o
que podia! Depois foi pelo Padre Antônio Vieira, comprei a coleção inteira
dele, e, devo confessar que essa paixão me persegue até hoje.
Depois vieram Machado de Assis, Willian Shakespeare, Eça de Queirós,
Aluísio Azevedo, Augusto dos Anjos, Clarice Lispector, Rachel de Queirós e
Guimarães Rosa.
É muito difícil, ainda hoje, eu ler
algum livro que não seja um clássico. Não me apaixonei por nem um escritor
atual, ainda vivo. Eu gostei muito de ter lido os livros do Jô Soares, me
fizeram rir e aprender muito sobre alguns acontecimentos da História do Brasil,
mas não são meus livros de cabeceira. Por isso é que muitas vezes eu falo que
releio livros, a obra do Padre Antônio Vieira, por exemplo,
eu já li inteira três vezes.
Muito do que sei hoje e muito da minha
formação acadêmica eu devo à leitura, ao prazer da leitura, e, o meu prazer não
está no e-book, está no livro impresso mesmo, no gosto por pegá-lo, folheá-lo!
É um prazer indescritível!
Abraços.
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